• YAIMA na TEJÁ House: Quando um concerto se transforma numa viagem

    Na primeira passagem por Lisboa, YAIMA encontrou na intimidade da TEJÁ House o cenário quase perfeito para a sua mistura de eletrónica orgânica, instrumentos acústicos e espiritualidade. Numa noite de Halloween onde o convite era aparecer como uma "criatura mágica", Pepper Proud e Masaru Higasa trocaram o espetáculo tradicional por algo muito mais próximo de uma viagem coletiva. YAIMA Miguel Lopes Há concertos onde chegamos à sala, olhamos para o palco e esperamos que comece a música. Na TEJÁ House, na passada sexta-feira, 30 de outubro, a sensação começava antes. Talvez tenha ajudado ser Halloween. Talvez tenha ajudado o dress code sugerir "criaturas mágicas". Ou talvez seja simplesmente difícil entrar naquele espaço junto ao Tejo…

  • André Rieu na MEO Arena: A música clássica também sabe fazer festa

    André Rieu regressou a Lisboa para a primeira de três noites na MEO Arena. Acompanhado pela Johann Strauss Orchestra, solistas, vestidos de gala, valsas, humor e muita interação com a plateia, o violinista neerlandês voltou a demonstrar que uma orquestra também pode comportar-se como uma banda de arena. Inês Gomes Lourenço Miguel Lopes Há concertos em que se pede silêncio. Neste, André Rieu passa boa parte da noite a tentar fazer exatamente o contrário. Palmas, gargalhadas, gente a cantar, casais a dançar e milhares de pessoas que, durante quase três horas, parecem esquecer que estão perante uma orquestra de dezenas de músicos e não num gigantesco salão de baile. Na noite de quinta-feira, 29 de…

Reportagens

YAIMA na TEJÁ House: Quando um concerto se transforma numa viagem

Na primeira passagem por Lisboa, YAIMA encontrou na intimidade da TEJÁ House o cenário quase perfeito para a sua mistura de eletrónica orgânica, instrumentos acústicos e espiritualidade. Numa noite de Halloween onde o convite era aparecer como uma "criatura mágica", Pepper Proud e Masaru Higasa trocaram o espetáculo tradicional por algo muito mais próximo de uma viagem coletiva. YAIMA Miguel Lopes Há concertos onde chegamos à sala, olhamos para o palco e esperamos que comece a música. Na TEJÁ House, na passada sexta-feira, 30 de outubro, a sensação começava antes. Talvez tenha ajudado ser Halloween. Talvez tenha ajudado o dress code sugerir "criaturas mágicas". Ou talvez seja simplesmente difícil entrar naquele espaço junto ao Tejo…

André Rieu na MEO Arena: A música clássica também sabe fazer festa

André Rieu regressou a Lisboa para a primeira de três noites na MEO Arena. Acompanhado pela Johann Strauss Orchestra, solistas, vestidos de gala, valsas, humor e muita interação com a plateia, o violinista neerlandês voltou a demonstrar que uma orquestra também pode comportar-se como uma banda de arena. Inês Gomes Lourenço Miguel Lopes Há concertos em que se pede silêncio. Neste, André Rieu passa boa parte da noite a tentar fazer exatamente o contrário. Palmas, gargalhadas, gente a cantar, casais a dançar e milhares de pessoas que, durante quase três horas, parecem esquecer que estão perante uma orquestra de dezenas de músicos e não num gigantesco salão de baile. Na noite de quinta-feira, 29 de…

Fontaines D.C. na MEO Arena: O desconforto também enche arenas

Os Fontaines D.C. escolheram Lisboa para iniciar a nova digressão europeia e apresentar Dopamine Chamber, editado apenas cinco dias antes. Perante uma MEO Arena cheia, os irlandeses mostraram uma banda maior, mais eletrónica e cinematográfica, mas ainda suficientemente inquieta para não se sentir demasiado confortável dentro de uma arena. Tiago Cortez Miguel Lopes Há uns anos seria relativamente difícil imaginar os Fontaines D.C. aqui. Não por falta de qualidade ou ambição, mas porque aquela urgência quase claustrofóbica de Dogrel, com as guitarras sujas, o sotaque carregado de Grian Chatten e histórias de uma Dublin pouco interessada em aparecer nos postais turísticos, parecia pertencer mais a clubes escuros do que a uma das maiores salas do…

Galerias

Placebo no Porto: as imagens de uma noite intensa na Super Bock Arena

Os Placebo deram na Super Bock Arena, no Porto, o primeiro espetáculo da digressão que assinala 30 anos de carreira. A banda de Brian Molko apresentou um alinhamento particularmente centrado nos seus primeiros anos, com quase 20 canções retiradas dos álbuns Placebo (1996) e Without You I'm Nothing (1998). A noite incluiu ainda versões de Depeche Mode e Kate Bush, além de "Hellen Keller", tema que integra o novo material da banda. Uma noite marcada pela intensidade da banda britânica, registada em imagens na nossa galeria. Mónica Joady Este foi o alinhamento apresentado pelos Placebo no concerto do Porto, a 28 de setembro de 2026: Pure Morning Come Home You Don't Care About Us Teenage…

NOS Alive: John Wick, Wild Gods e pilotos automáticos

O primeiro dia do vigésimo ano do NOS Alive ficou marcado pela presença de Keanu Reeves, a homilia de Nick Cave, a estreia do Palco Literário e dos Twenty One Pilots em piloto automático. Hugo Macedo, Matilde Fieschi, sarahawk Miguel Lopes A começar o dia arrancou um novo palco no festival. Pelas cinco da tarde nasceu o Palco Literário, o oitavo palco do festival dedicado aos livros, aos seus autores e à sua relação com a música. Neste primeiro dia, Ana Markl foi a anfitriã convidando Valter Hugo Mãe, um metaleiro confesso a contar as suas aventuras com "punk mais punk que os punks", a fazer considerações sobre Tony Carreira a ainda a mostrar a…

Linkin Park no Rock in Rio Lisboa: uma banda que aprendeu a sobreviver ao próprio legado

Havia uma pergunta inevitável a pairar sobre o regresso dos Linkin Park a Lisboa: como continuar depois da perda de Chester Bennington? Nove anos depois da morte do vocalista, a banda continua a enfrentar o desafio de honrar um legado que ajudou a definir uma geração sem ficar aprisionada a ele. No Rock in Rio Lisboa, perante cerca de cem mil espetadores, a resposta foi clara: os Linkin Park já não vivem apenas da memória. Continuam a ser uma banda com presente e, sobretudo, com futuro. Rita Seixas Nelson Tiago Desde os primeiros minutos, ficou claro que a banda não veio a Lisboa para apresentar um exercício de nostalgia. Embora o peso emocional do catálogo…